Resfriamento artificial em bulbos de cebolas armazenados em silos verticais de alvenaria

Elizanilda Ramalho do Rego, Ana Paula Sato Ferreira, Danilo Manoel Pereira, Ariana Mota Pereira, Olinto L. Pereira, Fernando Luiz Finger

Resumo


A cebola é a terceira hortaliça mais consumida no mundo, ao lado da batata e do tomate. Sua conservação é influenciada pela umidade e temperatura e, as maiores perdas pós-colheita ocorrem devido à falta de infraestrutura no armazenamento. Dentro deste contexto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito do resfriamento parcial de silo vertical na conservação pós-colheita de bulbos curados de cebola da cultivar Bola Precoce. Para tanto, 800 kg de cebola foram distribuídos em dois silos: Silo 1 (T1) temperatura ambiente (controle) e, Silo 2 (T2) insuflado com ar resfriado. As médias de temperaturas obtidas em ambos os silos foram de 30,4 e 16,4°C, respectivamente. Os dados foram coletados no momento de instalação do experimento, após 14 dias para ambos os tratamentos e aos 21 dias para o T2. As características avaliadas foram cor, teor relativo de água externo e interno, perda de massa fresca e índice visual de dormência (IVD). O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, com seis repetições, em esquema de parcelas subdivididas. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e quando detectada diferença significativa procedeu-se a comparação das médias pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05). O teste F (p ≤ 0,05) foi significativo para a interação temperatura e época de armazenagem para todas as variáveis analisadas, exceto para o teor relativo de água externo. Para esta última característica, houve diferença significativa para os tratamentos, mas não para o tempo de coleta. O teor relativo de água externo dos bulbos do T2 apresentou maior média (53,5%) quando comparado ao T1 (27,5%). Os bulbos submetidos ao T1 apresentaram menor perda de massa fresca ao longo do armazenamento quando comparado ao T2. Para o IVD não houve diferença significativa após o armazenamento para os bulbos mantidos no T2, enquanto que para os bulbos do T1 houve diminuição significativa da dormência, tendo este apresentado aumento de 397% aos 14 dias de armazenamento, em relação ao dia zero. Concluiu-se que o armazenamento de bulbos de cebola em silo resfriado possibilitou o aumento de em 7 dias na viabilidade dos bulbos em relação ao silo sem refrigeração além de manter reduzido o IVD.




DOI: https://doi.org/10.1590/hb.v37i2.1490

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