Alecrim formulado com hidrogel controla Meloidogyne incognita e ativa mecanismos de defesa no tomateiro

Bruna Caroline Schons, Olivia Diullen Costa Brito, Roberto Cecatto Júnior, Claudio Yuji Tsutsumi, José Renato Stangarlin, Odair José Kuhn

Resumo


Nematoides formadores de galha, como Meloidogyne incognita, representam grande problema na tomaticultura, demandando o uso de diversas medidas para seu manejo. Buscando uma alternativa eficaz, o objetivo desse trabalho foi testar o extrato de alecrim (Rosmarinus officinalis) em formulação com hidrogel para controle de M. incognita. O formulado foi utilizado nas doses 0,25; 0,50; 0,75; 1,00 e 1,25 g por cova no momento do transplantio das mudas, e como testemunhas 1,25 g de hidrogel (sem alecrim) e testemunha absoluta (apenas água). As variáveis nematológicas analisadas foram massa de ovos, número de galhas, nematoides por raiz e fator de reprodução. Para verificar se houve indução de resistência, foi repetido o experimento, onde amostras de raízes foram recolhidas em diferentes tempos. Foram medidas a atividade das enzimas fenilalanina amônia-liase (FAL), peroxidase (POX) e polifenoloxidase (PFO). Nas variáveis nematológicas houve redução proporcional ao aumento da dose, indicando controle efetivo do nematoide. Nas enzimas, a FAL não mostrou diferença em nenhum tratamento ou tempo testado, enquanto que POX e PFO tiveram picos de atividade em diferentes tratamentos em diferentes momentos, principalmente para a dose 1,25 g do formulado, mostrando que o controle obtido de M. incognita pode ser resultado também de indução de resistência.




DOI: https://doi.org/10.1590/hb.v40i1.2208

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